Apesar disso, o consumo doméstico brasileiro manteve trajetória de crescimento
O ano de 2025 foi decisivo para o mercado mundial do milho, com destaque para a América do Sul, onde Brasil e Argentina registraram safras robustas e consolidaram sua competitividade global. Segundo análise da StoneX, o período foi marcado por recordes de produção, mudanças nos fluxos comerciais e forte avanço do consumo interno em alguns países.
Apesar disso, o consumo doméstico brasileiro manteve trajetória de crescimento, sustentado principalmente pela expansão do etanol de milho. O setor ampliou sua capacidade instalada e avançou para novas regiões, como Maranhão, Tocantins, Paraná e Piauí. Em 2025, o consumo nacional atingiu cerca de 91 milhões de toneladas, 6,5 milhões acima do registrado em 2024, com forte participação da alimentação animal e dos biocombustíveis.
Para 2026, as projeções indicam produção brasileira de 134,3 milhões de toneladas e consumo estimado em 97 milhões. O etanol de milho segue como principal motor da demanda, enquanto, no cenário global, a relação estoque/uso tende a ser a menor dos últimos anos, sinalizando um mercado mais ajustado, porém ainda sujeito à volatilidade causada por fatores macroeconômicos e geopolíticos.


