O mercado de commodities atravessa um ano marcado por fortes movimentações
A proximidade da colheita da safrinha amplia as dúvidas sobre o espaço que o milho brasileiro terá no mercado internacional nos próximos meses. Segundo Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, a disputa pelas exportações já começou e deve exigir mais do que preços competitivos do Brasil.
A competitividade em preço segue como condição básica para garantir negócios, mas o cenário atual indica que esse fator, sozinho, pode não ser suficiente. A avaliação considera principalmente o comportamento dos concorrentes diretos do Brasil, em especial Argentina e Estados Unidos, que já dão sinais de forte presença no comércio global.
O ponto mais relevante, porém, vem dos Estados Unidos. Os norte-americanos já venderam cerca de 74 milhões de toneladas de milho, volume considerado recorde absoluto para este momento do ano. A estimativa é que esse número ainda possa crescer entre 10 milhões e 12 milhões de toneladas até o fim da safra.
