segunda-feira, março 16, 2026

Nos EUA, Brasil debate desafios comerciais ao café

Nos EUA, Brasil debate desafios comerciais ao café

Café brasileiro enfrenta desafios tarifários e de mercado nos EUA

Cecafé participou da NCA Convention, onde realizou alinhamentos sobre as tarifas ainda vigentes ao café solúvel e o risco de novas taxações devido a investigações da Seção 301


O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, entre 12 e 14 de março, da “2026 NCA Convention”, em Tampa, Flórida, nos Estados Unidos, evento que reuniu aproximadamente 800 profissionais da cafeicultura global, entre líderes do setor e tomadores de decisão de toda a cadeia produtiva para networking, troca de informações e interação.

Mais do que estar no evento, a participação brasileira focou em conversas e alinhamentos com os pares norte-americanos a respeito de desafios atuais à cafeicultura, como as taxas impostas pelo governo dos EUA sobre cafés a serem importados do Brasil, a investigação da Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aberta pelo escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, em inglês), e outras investigações.

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Segundo o diretor-geral do Cecafé, atualmente, os cafés verdes, torrados e torrados e moídos do Brasil estão isentos de taxas, mas o solúvel permanece com tarifas de 10% para ingressar nos EUA, que é superior, por exemplo, na comparação com o México, que possui tributo zero, é o maior fornecedor do produto aos americanos e vem tomando espaço do produto brasileiro naquele mercado.

Esse alinhamento, focado em estratégias, desafios e oportunidades, conforme ele, ocorreu em oportunidades durante a NCA Convention e, principalmente, em uma reunião agendada pelo Cecafé com a NCA e seu time de Washington, com participação de ABICS e ABIC, em 12 de março, e em um encontro das entidades globais, no dia 14.

CAFÉS DO BRASIL

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Na convenção, a delegação nacional contou com um estande, em espaço de destaque, onde expôs o inovador conceito “ESG+T”, que marca o reposicionamento setorial e a atualização da marca “Cafés do Brasil”, evidenciando a tecnologia como elemento central da tradição e da transformação com sustentabilidade da cafeicultura brasileira, por meio do respeito a meio ambiente e pessoas, e enaltece que essa tecnologia é a força motriz para a cafeicultura brasileira cultivar inovação e colher desenvolvimento.

O trabalho de reposicionamento da marca “Cafés do Brasil” foi realizado pela agência Design Bridge and Partners e contou com contribuições de toda a cadeia produtiva, por meio de ABIC, ABICS, Cecafé, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho Nacional do Café (CNC), Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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