terça-feira, fevereiro 24, 2026

Novo sorgo forrageiro gigante chega ao mercado com alta produtividade e qualidade

Novo sorgo forrageiro gigante chega ao mercado com alta produtividade e qualidade

BRS 662 destaca-se pela produtividade, resistência e múltiplos usos na pecuária

A Embrapa Milho e Sorgo (MG) e a empresa Latina Seeds lançam no mercado o híbrido de sorgo forrageiro gigante BRS 662, sob o nome comercial LAS6002F. A nova cultivar se destaca por sua precocidade e estabilidade na produção de forragem em plantios na primeira e na segunda safra, com desempenho consistente em diferentes condições de cultivo.


O novo sorgo é recomendado para cultivo nas principais regiões produtoras do sorgo forrageiro. São elas o Centro-Oeste (Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul) e o Sudeste (Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo).

“Somados ao elevado rendimento e à precocidade, que garantem a sua competitividade no mercado, o BRS 662 (LAS6002F) apresenta sanidade muito boa em relação a doenças fúngicas severas, como a antracnose, a helmintosporiose e a cercosporiose, que estão entre as piores ameaças a essa cultura no País”, pontua o pesquisador Rafael Parrella, responsável pelo desenvolvimento do híbrido na Embrapa Milho e Sorgo.

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O novo híbrido produz uma forragem de qualidade, rica em celulose e hemicelulose (segundo carboidrato mais abundante na parede celular vegetal, depois da celulose), associada a baixos teores de lignina. Está apto para múltiplos usos, como forragem para alimentação animal, produção de biogás e cogeração de energia com baixo custo de produção.

Outros aspectos importantes são a altura média da planta, que é de 4 a 5 metros, e a coloração marrom dos grãos. “A cultivar apresenta ótima tolerância ao acamamento/tombamento, característica fundamental para essa categoria de híbridos de porte alto”, diz Parrella.

O diretor-executivo da empresa Latina Seeds, William Sawa, destaca o que motivou o desenvolvimento do híbrido de sorgo forrageiro BRS 662 (LAS 6002F). “Há anos conversávamos sobre o quão importante seria para o agronegócio brasileiro que duas empresas especializadas em sorgo unissem os seus capitais intelectual e genético para criar produtos e soluções disruptivas para o mercado”, comenta.

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A Latina Seeds já possuía experiência em sorgos forrageiros gigantes, mas não havia nenhuma variedade que produzisse panícula (grão) na primeira safra. “Após alguns anos de parceria com a Embrapa Milho e Sorgo, estamos oferecendo um produto inovador ao mercado”, comemora Sawa.

Segundo o diretor, a quantificação do consumo de sorgo forrageiro ainda é uma incógnita no Brasil, pois não há mensuração, como existe para o sorgo granífero. Para estimar o potencial do mercado para o sorgo gigante é utilizado como base o rebanho nacional. “Hoje contamos com 238,18 milhões de cabeças de gado (bois e vacas), de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os animais são dependentes de muita forragem, o que os caracteriza como o principal mercado para essa variedade”, observa Sawa.

Para a safra 2026, a primeira produção do BRS 662 (LAS 6002F) foi de 10 mil sacas de sementes, que foram comercializadas de Norte a Sul do Brasil e também exportadas ao Paraguai.  “Nesse momento, estamos trabalhando no planejamento de produção, mas estimamos, no mínimo, triplicar esse volume para a próxima safra, de forma a atender mais de 30 mil hectares de plantio”, complementa o diretor.

O sorgão está sendo comercializado em embalagens de 150 mil sementes. “Buscamos profissionalizar o sorgo, a exemplo do milho e da soja, que deixaram de ser comercializados em quilos e passaram a número de sementes por saca”, ressalta Sawa. A recomendação de plantio é de 120 a 130 mil sementes por hectare. A semente já vem com um tratamento industrial com inseticida e fungicida para garantir proteção durante a fase de germinação.

A nova cultivar de sorgo BRS 662 (LAS6002F) pode ser adquirida com os representantes comerciais da Latina Seeds, pelo WhatsApp (34) 99189 0001 ou no site da empresa.

A cultura do sorgo tem se expandido em diversas regiões do Brasil. Os desafios climáticos crescentes têm ampliado a adoção do cereal, especialmente na modalidade forrageira, em função de sua resiliência, de sua tolerância ao estresse hídrico e de seu elevado potencial de produção.  “Isso é segurança alimentar no campo. O sorgo é uma cultura que contribui diretamente para a pecuária nacional”, afirma Frederico Botelho, chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Milho e Sorgo.

Para ele, a entrega de mais um ativo de alto valor agregado ao setor agropecuário nacional reforça o papel da pesquisa pública no desenvolvimento do País. “O lançamento desse novo híbrido de sorgo forrageiro gigante é resultado de décadas de investimentos em genética. Seu alto potencial produtivo e estabilidade atendem às demandas do mercado, em uma parceria estratégica com a Latina Seeds”, conclui Botelho.

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