quinta-feira, março 12, 2026

O milho dos EUA está ameaçado

O milho dos EUA está ameaçado

Um novo fator passou a influenciar esse cenário

O avanço dos custos de fertilizantes volta a pressionar as decisões de plantio nos Estados Unidos e pode alterar o equilíbrio entre as principais culturas da próxima safra. A avaliação é de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado.


Durante o último fórum do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, o USDA, já havia a expectativa de redução da área destinada ao milho no país. As projeções indicavam uma queda superior a 4 milhões de acres, acompanhada por um aumento da área de soja.

Segundo a análise, existe uma demanda latente por nitrogenados na região e essa necessidade precisa ser resolvida no curtíssimo prazo. O histórico recente indica que movimentos bruscos de custo podem reduzir o interesse pelo milho, cultura mais dependente desse tipo de fertilizante. Situação semelhante foi observada em 2022, quando a elevação dos preços também afetou o apetite dos produtores.

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O aumento não se restringe aos Estados Unidos. As referências de mercado indicam que a ureia registrou alta em todas as regiões do mundo, em meio a incertezas sobre o abastecimento global de nitrogênio. Na primeira semana do conflito, os preços do produto avançaram cerca de 30%, retornando a patamares próximos aos observados em 2022.

Nesse contexto, o Brasil enfrenta um impacto mais limitado no momento. Como o país não está em um período de pico de consumo de fertilizantes, a pressão imediata tende a ser menor do que ocorreria em uma fase de maior demanda.

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