segunda-feira, abril 13, 2026

Preço da cenoura subiu quase 30% em um mês; entenda por quê

Preço da cenoura subiu quase 30% em um mês; entenda por quê

Quem costuma incluir cenoura na salada ou em outras preparações já sentiu no bolso: a hortaliça ficou mais cara nas gôndolas de feiras e supermercados pelo Brasil. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados na última sexta-feira (10/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a alta entre fevereiro e março foi de 28,08%.

O aumento está inserido em um contexto mais amplo de pressão inflacionária. No mesmo período, o grupo “Alimentação e Bebidas” também registrou alta, passando de 0,26% para 1,56%, o que influenciou o resultado geral da inflação em 0,88%.


A explicação para a disparada da cenoura começa no campo e está ligada à combinação entre a menor oferta e os problemas causados por eventos climáticos extremos nos primeiros meses de 2026.

Na reta final de 2025, o comportamento dos preços esteve dentro do esperado e chegou a registrar queda em novembro e dezembro, como mostram dados do IBGE na tabela abaixo.

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  • Março/2026: 28,08%
  • Fevereiro/2026: 0,58%
  • Janeiro/2026: 9,94%
  • Dezembro/2025: -2,35%
  • Novembro/2025: -5,04%
  • Outubro/2025: 1,22%

“As chuvas reduziram a oferta de raízes de qualidade superior e o excesso hídrico provocou deformidades e a chamada ‘mela’, elevando o patamar de preços. No Entreposto Terminal São Paulo (ETSP), o item encerrou o período cotado a R$ 4,19 o quilo, com variação de preço de +32,9% nos últimos 12 meses”, explica a equipe da Seção de Economia e Desenvolvimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp).

A “mela” é um dos sintomas desencadeados pela podridão mole, principal doença pós-colheita das cenouras cultivadas durante o verão.

As bactérias causam o apodrecimento do alimento devido às altas temperaturas e à umidade elevada, geralmente a partir de ferimentos ocorridos na colheita, transporte ou na limpeza, o que compromete a comercialização. Neste caso, com menos cenouras saudáveis, o preço aumenta para o consumidor.

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O que mais subiu?

A cenoura não foi a única hortaliça a pressionar a inflação entre fevereiro e março. Outras também apresentaram alta no carrinho de compras:

  • Abobrinha (23,56%);
  • Tomate (20,31%);
  • Cebola (17,25%);
  • Feijão-carioca (15,40%);
  • Batata-doce (13,41%);
  • Batata-inglesa (12,17%).

 

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