sexta-feira, fevereiro 6, 2026

Preço do boi gordo fica estável, mas tendência é de alta

Preço do boi gordo fica estável, mas tendência é de alta

As indústrias com escalas mais curtas tiveram que subir as ofertas de compras para conseguirem comprar boiadas nesta quinta-feira (5/2). As com escalas um pouco mais confortáveis (embora ainda curtas) mantiveram as ofertas, informa a Scot Consultoria.

Com isso, no Estado de São Paulo, a cotação do “boi China” subiu R$ 2, para R$ 337 a arroba, e a da vaca aumentou R$ 5, para R$ 312 a arroba. Já o boi gordo seguiu estável a R$ 330 a arroba para o pagamento a prazo.


Com essas referências de preço, por ora, havia um aparente equilíbrio no mercado, que atendia aos interesses dos vendedores, afirma a Scot. Para os próximos dias, com os compradores ainda pouco escalados, não era possível descartar novas altas.

A consultoria informa que, até agora, não foi possível confirmar de forma concreta negócios realizados acima de R$ 340 a arroba, mas não estava excluída a possibilidade de que tenham ocorrido em indústrias com extrema necessidade de compra.

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Com a proximidade do pagamento dos salários, lembra a consultoria Agrifatto, o consumo de carne bovina ganha força no varejo e no atacado, com aumento dos pedidos de reposição e expectativa de pico de vendas no fim de semana, em um cenário de oferta restrita e mercado ajustado.

“O mercado físico do boi gordo iniciou fevereiro com valores firmes e viés positivo no curto prazo, sustentado por escalas de abate curtas, em cinco dias úteis, oferta limitada de animais terminado, favorecida pelas boas condições das pastagens, demanda interna consistente e exportações aquecidas”, destaca a Agrifatto.

Reposição

Já o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) lembra que, em janeiro, os valores médios do boi gordo e da reposição registraram pequenas oscilações frente aos registrados em dezembro. No entanto, em fevereiro, as médias parciais já estão acima das do mês anterior.

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No mês passado, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq teve média de R$ 320,60, contra R$ 320,28 em dezembro, ou seja, pequeno avanço de 0,1%. Agora, em fevereiro, compradores precisam ceder e ofertar preços mais elevados para conseguirem completar as escalas, com o indicador já ultrapassando R$ 330.

Quanto à reposição, os preços ao longo de janeiro estiveram firmes, sustentados pela baixa oferta de animais. No caso do bezerro (animal nelore, de 8 a 12 meses), o indicador Cepea/Esalq teve média de R$ 3.078,33 por cabeça em janeiro, ligeiro aumento de 0,44% sobre a de dezembro.

Em janeiro, foram necessárias 9,6 arrobas de boi gordo paulista para a compra de um animal de reposição em Mato Grosso do Sul, quantidade 18,5% maior que a necessária em janeiro do ano passado (8,11 arrobas). Considerando-se apenas os meses de janeiro, a atual relação de troca de arroba de boi gordo paulista por um bezerro sul-mato-grossense é a mais desfavorável da série do Cepea para o pecuarista que faz recria-engorda.

Exportações

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que as exportações de carne bovina in natura atingiram 231,82 mil toneladas em janeiro, um recorde para o mês. O desempenho dos embarques superou em 28% o resultado de janeiro de 2025 e em quase 38% os de igual período de 2024.

O preço médio pago por tonelada está na casa de US$ 5.573,20. Em janeiro do ano passado, o valor foi de US$ 5.028,85 por tonelada. Em termos financeiros, os embarques de janeiro geraram um faturamento de US$ 1,29 bilhão.

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