quinta-feira, agosto 20, 2026

Preço do boi gordo fica estável na maior parte das regiões do Brasil

Preço do boi gordo fica estável na maior parte das regiões do Brasil

O mercado da pecuária teve um dia de estabilidade na maior das regiões brasileiras nesta quarta-feira (19/8). Das 33 praças monitoradas pela Scot Consultoria, 25 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária.

Foram registradas altas em Goiânia (GO), Campo Grande (MS), Pelotas (RS), oeste do Rio Grande do Sul, sul da Bahia e Alagoas. Já em Marabá (PA) e Redenção (PA), as cotações caíram.


Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, depois da queda registrada na terça-feira (18/8), a primeira em mais de um mês, o preço do boi gordo permaneceu em R$ 347 a arroba. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não sofreram mudanças.

Segundo a Scot, apesar da oferta controlada e da resistência da ponta vendedora em negociar no novo patamar, compras foram realizadas nas novas referências, permitindo à indústria preservar as escalas de abate e manter a pressão sobre a cotação do boi gordo. Para as fêmeas, a menor oferta sustentou as cotações.

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O volume da boiada influenciava as negociações. Lotes maiores alcançavam preços mais altos, enquanto lotes menores e negociações pontuais tendiam a ocorrer em referências mais baixas.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que os preços do boi gordo e da carne bovina vêm apresentando comportamentos distintos neste mês. Enquanto a arroba negociada no mercado paulista perdeu parte da força observada no fim de julho, os valores da carne no atacado da Grande São Paulo seguem firmes.

Até o dia 18 de agosto, o indicador do boi gordo Cepea/Esalq apresentava um recuo de 0,50% no acumulado do mês. As cotações foram se enfraquecendo devido à menor necessidade de novas compras de animais no mercado físico por parte dos frigoríficos. Apesar da baixa, os valores seguem em patamares elevados. Quanto à carcaça casada bovina, segundo o Cepea, houve avanço de 1,22% na parcial deste mês.

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Em relação ao mercado externo, o Cepea destaca que a demanda pela proteína brasileira permanece relevante, mesmo diante das medidas comerciais adotadas pela China e da necessidade de o setor brasileiro ampliar e diversificar seus mercados.

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