quinta-feira, janeiro 29, 2026

Preço do boi gordo sobe em São Paulo

Preço do boi gordo sobe em São Paulo

Apesar do menor ritmo nas vendas de carne, típico da última semana do mês, com os produtores retendo a boiada e buscando realizar melhores negócios, as ofertas diminuíram nesta quarta-feira (28/1), permitindo alta na cotação nas praças de São Paulo, informa a Scot Consultoria.

A cotação do boi gordo subiu R$ 1, para R$ 320 a arroba no pagamento a prazo. A novilha, após 26 dias sem alteração, aumentou R$ 3, para R$ 315 a arroba. A cotação do “boi China” teve ganho de R$ 2, para R$ 325 a arroba. Somente a vaca não teve alteração nas cotações, permanecendo em R$ 302.


Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) mostram que a diferença média entre os preços das arrobas dos animais machos e das novilhas prontas para abate, ambas comercializadas no mercado paulista, inicia 2026 abaixo dos patamares de anos anteriores.

Em 2024, a diferença da arroba do boi frente à da novilha cresceu para R$ 17,96 e em relação à da vaca, para R$ 29,44. Mas, em 2025, os valores voltaram a cair, para R$ 17,26 e R$ 26,97, respectivamente. Agora, na parcial de janeiro, as diferenças entre a arroba do boi e para as da novilha e da vaca estão em R$ 12,59 e R$ 20,62.

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No caso das novilhas, afirma o Cepea, os valores dessa categoria têm sido sustentados pela forte demanda internacional pela carne, sobretudo chinesa, assim como pela procura brasileira pela carne da fêmea mais jovem. Para a vaca, a carne destina-se especialmente ao mercado brasileiro, mas sendo também enviada a mercados menos exigentes e que pagam menos.

A consultoria Agrifatto destaca que o mercado físico do boi gordo segue sustentado, reforçando o otimismo do pecuarista, em um cenário de oferta mais ajustada e de produtores menos pressionados a vender no curto prazo. As escalas de abate permanecem curtas, as pastagens naturais apresentam boa capacidade de sustentação e a indústria frigorífica conta com o suporte da demanda externa.

Com o início do pagamento de salários e benefícios referentes a janeiro e a retomada da merenda escolar com a volta às aulas, a expectativa é de elevação natural dos preços, informa a Agrifatto.

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