quinta-feira, maio 14, 2026

Preço do boi gordo tem nova queda em São Paulo

Preço do boi gordo tem nova queda em São Paulo

O mercado pecuário teve nova queda de cotações em São Paulo nesta quarta-feira (13/5), após já ter recuado no dia anterior, informa a Scot Consultoria. Nas praças de referência de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), o preço do boi gordo e do “boi China” caíram R$ 3, para R$ 350 e R$ 355 a arroba, respectivamente. Entre as fêmeas, as cotações da vaca e da novinha diminuíram R$ 2, para R$ 320 e R$ 333 a arroba.

Além das praças paulistas, a Scot registrou quedas no preço do boi gordo em outras seis regiões: sul e oeste da Bahia, Santa Catarina, Alagoas, Espírito Santo e Marabá (PA). As demais 25 praças mantiveram estabilidade nas cotações.


Segundo a Scot, a oferta de bovinos estava confortável e os frigoríficos vinham comprando sem dificuldade, o que permitia o alongamento das escalas de abate. Esse cenário ocorria em um mercado menos comprador, uma vez que parte das indústrias já havia recomposto suas escalas.

Fernando Iglesias, analista da Safras & Mercado, destaca que o boi gordo ainda se depara com a tradicional pressão sazonal de oferta. “O movimento de queda, que até então não estava presente em determinados Estados, a exemplo de Mato Grosso, começa a se manifestar”, afirma.

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Segundo o especialista, em mercados que a pressão baixista foi mais acentuada em abril, o que se evidencia é uma maior acomodação neste momento, com exceção de Minas Gerais que volta a conviver com mais negócios abaixo da referência média.

O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que o ambiente externo deve se tornar desafiador para o Brasil nos próximos meses, tanto pelo lado chinês (devido ao esgotamento das cotas de importação de carne bovina) quanto pela União Europeia, que excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras exigidas pelo bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos em produtos de origem animal.

No entanto, o Cepea lembra que os embarques nacionais de carne bovina ao bloco europeu têm apenas 4% de representatividade no total, em média das exportações de carne bovina. “Independentemente desse cenário, a oferta global da proteína está reduzida”, detaca o Centro de Estudos.

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