quarta-feira, maio 6, 2026

Preço do café sobe em NY à espera do avanço da colheita no Brasil

Preço do café sobe em NY à espera do avanço da colheita no Brasil

Os preços do café arábica subiram na bolsa de Nova York em um movimento de ajustes técnicos. Os contratos com entrega para julho fecharam em alta de %, a US$ 2,8550 a libra-peso.

Na avaliação de Leonardo Rossetti, analista da inteligência de mercado da StoneX, não há, no momento, notícias que justifiquem uma alta expressiva do café em Nova York.


“Essa movimentação de hoje tem um caráter muito mais técnico, porque há algumas semanas, o café permanece em uma faixa entre US$ 2,80 a US$ 3. Quando ele tenta se aproximar dessa parte mais alta dos preços perde força. De maneira geral, o mercado está esperando para ver que acontecerá com a safra no Brasil”.

O país é o maior exportador de café arábica do mundo, e por isso as atenções se voltam para cá no período de colheita, que ainda é incipiente em muitas regiões. Mas com a aceleração dos trabalhos nas próximas semanas, o preço pode tomar novos rumos na bolsa americana, segundo o analista.

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“No sul de Minas Gerais, nossas equipes de campo ainda não conseguiram calcular os rendimentos, pois o café ainda está muito verde. Mas quando a colheita ganhar força, teremos uma pressão de oferta muito grande, que deve fazer até os produtores aceleram um pouco as vendas do grão”, destaca Rossetti.

Cacau

O cacau deu continuidade ao movimento de alta em Nova York mesmo após subir 8% na véspera. Os lotes da amêndoa com vencimento em julho avançaram 4,92%, a US$ 4.074 a tonelada.

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Os investidores seguem ajustando posições tentando se desfazer do alto volume de papéis vendidos. O ajuste técnico por sua vez é impulsionado pelo quadro de clima adverso.

“A escassez de fertilizantes em regiões produtoras e a crescente probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño adicionam incertezas relevantes para a safra 2026/27, reforçando a percepção de um ambiente mais apertado do lado da oferta”, destacou análise do site Mercado do Cacau.

O El Niño está cada vez mais no radar do mercado. O fenômeno tem 62% de chance de acontecer entre maio e julho, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), para o trimestre entre junho e agosto a probabilidade chega a 79%.

Suco de laranja

Em uma sessão marcada por realização de lucros, o suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) despencou na bolsa. Os lotes para julho fecharam em queda de 4,56%, cotados a US$ 1,8220 a libra-peso.

Algodão

O preço do algodão registrou forte alta nesta terça. Os contratos para julho subiram 2,27%, para 84,80 centavos de dólar a libra-peso.

O preço do açúcar avançou em Nova York. Os contratos do demerara para julho fecharam em alta de 0,52%, a 15,37 centavos de dólar a libra-peso.

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