quarta-feira, fevereiro 18, 2026

Produção de maçã pode crescer quase 28% em Santa Catarina

Produção de maçã pode crescer quase 28% em Santa Catarina

Produção catarinense tem recuperação

A safra de maçã 2025/26 em Santa Catarina deve ser marcada por forte recuperação da produção. A estimativa da Epagri/Cepa, publicada no Boletim Agropecuário de feveiro, indica alta de 27,9% nas principais regiões produtoras em relação à safra anterior, ampliando a oferta da fruta no mercado e reposicionando o estado como um dos principais fornecedores no cenário nacional.


No volume total projetado, a maçã Fuji responde por 51,2% da produção, com crescimento estimado de 14,4%. A variedade Gala representa 47,2% do total, com avanço de 48,3%, enquanto as precoces participam com 1,6% e aumento previsto de 2,2%.

O aumento da produção começa a se refletir no mercado. Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, a entrada de maçãs precoces e o escoamento dos estoques remanescentes da safra anterior elevaram a oferta, pressionando os preços no atacado e ampliando a concorrência com frutas importadas.

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Na Ceasa/SC, o preço médio recuou 0,7% entre dezembro e janeiro e, na comparação com janeiro de 2025, a queda chegou a 7,6%. A maçã Gala apresentou desvalorização de 1,2% no período, enquanto a Fuji teve recuo de 0,2%.

Para fevereiro, com o avanço da colheita da Gala e o aumento da oferta, a expectativa é de nova pressão sobre as cotações. Já na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a maçã de origem catarinense manteve preços valorizados no início de 2026, sustentados pela demanda por fruta nacional fresca.

Na microrregião de Campos de Lages, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento da cultura, com evolução regular e qualidade dos frutos. Houve registros pontuais de falhas de polinização na Gala e episódios isolados de granizo, mas a projeção indica incremento produtivo em relação ao ciclo anterior.

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Em Joaçaba, o florescimento e a frutificação ocorreram sob condições adequadas, garantindo pegamento e desenvolvimento dos frutos, apesar de registros localizados de granizo com impacto limitado. Já em Curitibanos, o excesso de chuvas, a baixa luminosidade e eventos de granizo durante a floração e frutificação afetaram o pegamento e a permanência dos frutos, ajustando as expectativas ao longo do ciclo.

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