terça-feira, maio 5, 2026

Produção de morango deve chegar a 200 mil toneladas

Produção de morango deve chegar a 200 mil toneladas

Clima e pragas desafiam produtores nas principais regiões produtora

A safra de morango no Brasil deve avançar em 2026 e alcançar cerca de 200 mil toneladas, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O crescimento estimado de 2,6% reflete ganhos de produtividade e maior tecnificação, mas o clima irregular e o pulgão-da-raiz exigem atenção redobrada no campo.


Apesar do cenário positivo, a expansão da cultura depende de manejo técnico constante. O morangueiro é sensível a variações climáticas e a problemas fitossanitários, o que exige planejamento desde o plantio até a colheita. Entre os principais desafios da safra de morango estão os episódios de calor fora de época. Essas condições têm impactado o desenvolvimento das plantas e podem alterar o calendário produtivo em algumas regiões.

De forma geral, o plantio do morangueiro em parte das áreas produtoras do país ocorre entre meados de abril e o fim de maio. Esse período é considerado ideal para garantir bom enraizamento e desenvolvimento das plantas.

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Quando o clima altera esse padrão, o desempenho da safra pode ser comprometido. O risco aumenta em lavouras já expostas ao estresse hídrico ou com falhas no manejo.

Pulgão-da-raiz preocupa produtores de morango

Mesmo com o avanço tecnológico, o manejo fitossanitário segue como ponto crítico para a sustentabilidade da cultura. Entre as principais ameaças está o pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale). A praga é considerada de difícil controle porque atua de forma subterrânea e costuma ser identificada tardiamente. O inseto suga a seiva das raízes, provoca amarelamento, reduz o vigor das plantas e pode paralisar o crescimento.

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O gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), Fábio Kagi, alerta que o pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus conhecido como mosqueado-do-morangueiro, ampliando as perdas na produção.

“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação. O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, explica.

“O crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”, conclui.

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