terça-feira, fevereiro 10, 2026

Produção de soja deve bater recorde no Brasil em 2025/26, diz USDA

Produção de soja deve bater recorde no Brasil em 2025/26, diz USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) promoveu poucos ajustes em seu relatório mensal de oferta e demanda de soja de fevereiro, divulgado nesta terça-feira (10/2). A nível mundial, a expectativa de produção no ciclo 2025/26 cresceu 0,6% na comparação com janeiro, para 428,18 milhões de toneladas. Outro ajuste importante aconteceu nos estoques finais do mundo, com incremento de 0,9%, e volume de 125,51 milhões de toneladas.

O departamento não trouxe mudanças para a produção dos Estados Unidos. A previsão de colheita permaneceu em 115,99 milhões de toneladas. O dado para as exportações ficou em 42,86 milhões de toneladas, e a estimativa para os estoques finais ficou em 9,52 milhões. No caso dos estoques, analistas esperavam um ajuste para baixo, de 9,44 milhões de toneladas.


Em relação ao Brasil, maior produtor e exportador mundial de soja, o USDA elevou a previsão de safra em 1,1%, para 180 milhões de toneladas, versus uma expectativa dos analistas que era de 179,39 milhões. As exportações brasileiras permaneceram em 114 milhões.

Em relação à Argentina, a despeito de algumas ondas de calor registradas recentemente no país, não houve mudanças para o quadro de oferta e demanda. Assim, a previsão de safra foi mantida em 48,5 milhões de toneladas, enquanto as exportações permaneceram em 8,25 milhões.

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Sobre a China, principal importador mundial de soja, não houve mudanças em relação à demanda prevista em janeiro, que ficou em 112 milhões de toneladas.

O USDA reduziu sua previsão de safra mundial de milho no ciclo 2025/26. O relatório mensal traz uma colheita total de 1,295 bilhão de toneladas. O número ainda é maior que o da temporada 2024/25 (1,230 bilhão de toneladas).

Os representantes do governo americano aumentaram, por outro lado, a previsão de consumo global do cereal, de 1,299 bilhão para 1,301 bilhão de toneladas e reajustaram as exportações globais de 205,09 milhões para 206,53 milhões de toneladas. Eles reduziram de 110,76 milhões para 108,83 milhões de toneladas a previsão de estoques finais da safra no mundo.

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Para os Estados Unidos, o Departamento manteve a expectativa de produção em 432,34 milhões de toneladas e a de consumo interno em 334,53 milhões de toneladas. Elevou, no entanto, a de exportações, de 81,28 milhões para 83,82 milhões de toneladas. A previsão de estoques finais caiu de 56,56 milhões para 54,02 milhões de toneladas.

O USDA manteve suas projeções para a safra da Argentina. O país deve produzir 53 milhões de toneladas, consumir 16,7 milhões, exportar 37 milhões e encerrar a safra 2025/26 com 5,89 milhões de toneladas em estoque.

O Departamento também não alterou seus números para a safra brasileira de milho. A produção deve ser de 131 milhões de toneladas; o consumo interno, de 96,5 milhões; as exportações, de 43 milhões; e os estoques finais, de 3,68 milhões de toneladas do cereal.

produção de milho da Rússia foi outra para a qual os técnicos do governo americano não alteraram as projeções. O país deve colher 14,5 milhões de toneladas, consumir 11,4 milhões, exportar 3 milhões e encerrar a temporada com um estoque de 1,06 milhão de toneladas.

Para a Ucrânia, o relatório do USDA não altera a previsão de produção, que deve ser de 29 milhões de toneladas. O número para o consumo interno passou de 6 milhões para 6,2 milhões de toneladas, e o das exportações, de 23 milhões para 22 milhões de toneladas. Os estoques finais do país passaram de 850 mil para 1,65 milhão de toneladas.

Entre países e regiões que lista entre os principais importadores de milho, o USDA reduziu a demanda da União Europeia, de 20 milhões para 19,5 milhões de toneladas. A previsão de consumo no bloco foi ajustada de 75,3 milhões para 75 milhões de toneladas.

Já no Sudeste Asiático, o Departamento elevou a previsão de importações de 21,3 milhões para 21,5 milhões de toneladas. O consumo do cereal nos países da região foi reajustado de 51,9 milhões para 52,1 milhões de toneladas na safra 2025/26.

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