No Mercosul, o cenário também exige acompanhamento
A redução projetada na produção de arroz longo dos Estados Unidos em 2026/27 amplia a atenção sobre a oferta do cereal nas Américas e pode trazer reflexos para o Mercosul ao longo do próximo ano. Segundo Sergio Cardoso, analista da cadeia de arroz, os dados mais recentes mostram um cenário em que a menor produção norte-americana coincide com sinais de retração de área nos principais países produtores do bloco sul-americano.
Na comparação com a safra anterior, a diferença é mais expressiva. Em 2025, a produção norte-americana de arroz longo ficou próxima de 153,3 milhões de cwt. Para 2026, a projeção atual representa uma redução de aproximadamente 32,5%.
Os estoques iniciais foram revisados de 37,6 milhões para 41,8 milhões de cwt, oferecendo suporte no curto prazo, mas sem eliminar a importância da queda na produção.
No Mercosul, o cenário também exige acompanhamento. No Rio Grande do Sul, a intenção de plantio do IRGA é de 861,8 mil hectares, recuo de 3,4%. Na Fronteira Oeste, a redução projetada chega a 3,7%. Paraguai e regiões produtoras da Argentina também trabalham com menor área, enquanto o Uruguai avalia possível retração.
