quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Projeto de rastreabilidade bovina do governo do Estado ganha protagonismo na Abertura da Colheita do Arroz

Projeto de rastreabilidade bovina do governo do Estado ganha protagonismo na Abertura da Colheita do Arroz

Evento debate avanço da rastreabilidade bovina no RS para fortalecer o setor

O ciclo de implementação da rastreabilidade bovina no Rio Grande do Sul e sua relevância para o fortalecimento da defesa sanitária e da competitividade do setor foram debatidos nesta quarta-feira (25/2), durante a 36ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz e Grãos em Terras Baixas, em Capão do Leão. O painel ocorreu na Arena de Inovação e foi coordenado pelo governo estadual, por meio da pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), responsável pela condução do projeto-piloto no Estado.


Com o tema “Rastreabilidade bovina: projeto-piloto do RS”, o encontro reuniu além de Madalena; o chefe-geral da Embrapa Pecuária Sul, Fernando Cardoso; o pecuarista e presidente do Conselho Técnico Operacional para Pecuária de Corte do Fundesa, Pedro Piffero; e a fiscal estadual agropecuária da Seapi, Rosane Collares.

Antecipar a implementação 

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Segundo Madalena, a intenção é antecipar a implementação em relação ao prazo nacional estabelecido para 2033. Para ele, a medida pode posicionar o Rio Grande do Sul de forma mais competitiva nos cenários nacional e internacional. “Ao nos anteciparmos, fortalecemos a cadeia produtiva da pecuária e ampliamos as oportunidades de acesso a mercados”, pontuou.

O secretário-adjunto reforçou que a rastreabilidade tende a agregar valor à carne, possibilitando melhor remuneração ao produtor. “Trata-se de abrir portas, qualificar a produção e garantir que o pecuarista ganhe mais com aquilo que produz”, concluiu.

Ela citou que o projeto-piloto foi lançado em 2025 e que o Estado já vinha avançando em diferentes frentes. Um dos exemplos é o sistema adotado na pecuária leiteira desde 2017, que trouxe resultados positivos e serviu de base para o modelo atual. A partir dessa experiência, foi estruturado o projeto voltado à bovinocultura de corte.

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Histórico da produção é garantia de segurança

Para a fiscal estadual agropecuária, o principal desafio é equilibrar as exigências dos compradores internacionais com a realidade do campo. “Precisamos atender ao que o parceiro internacional requer, mas com um modelo simples, que não afaste o produtor”, afirmou. Segundo ela, o compromisso é entregar um programa de rastreabilidade “pé no chão”, viável e adaptado às características da pecuária gaúcha.

Cardoso ressaltou que a rastreabilidade é um caminho sem volta para o setor agropecuário. Segundo ele, a adoção de sistemas que permitam acompanhar a origem e o histórico da produção é fundamental para garantir segurança tanto ao produtor quanto ao consumidor. “A rastreabilidade agrega confiança, transparência e valor à produção. Ela protege quem produz, ao oferecer informações claras sobre os processos adotados, e assegura ao consumidor a procedência e a conformidade do alimento que chega à sua mesa”, afirmou o representante da Embrapa.

Atualmente, o projeto-piloto de rastreabilidade bovina do Rio Grande do Sul conta com 50 propriedades voluntárias, selecionadas para testar a aplicação de brincos de identificação individual dos animais e a integração das informações ao Sistema de Defesa Agropecuária (SDA), plataforma que será utilizada para o registro oficial.

A iniciativa está alinhada ao Programa Nacional de Identificação e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos (PNIB), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com participação dos Estados e de entidades representativas do setor. O programa estabelece um cronograma de sete anos para adaptação, com previsão de adoção obrigatória da rastreabilidade individual a partir de 2033.

A rastreabilidade individual permite acompanhar todo o ciclo de vida do animal — do nascimento ao abate — por meio de um número de identificação único, registrado em brinco ou bóton eletrônico. O sistema reúne informações como raça, idade, vacinação e movimentações, integradas a uma base de dados oficial.

Entre os principais objetivos estão o fortalecimento do controle sanitário, a ampliação da transparência na cadeia produtiva e o aumento da segurança e da competitividade da produção pecuária gaúcha, especialmente em mercados cada vez mais exigentes quanto à origem e à conformidade dos produtos.

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