sexta-feira, outubro 16, 2026

Safra dos EUA amplia pressão sobre preços do milho

Safra dos EUA amplia pressão sobre preços do milho

USDA eleva produção e estoques, ampliando a oferta mundial do cereal

O aumento das estimativas de produção e estoques de milho nos Estados Unidos pressionou os preços internacionais do cereal na semana encerrada em 15 de outubro. Na Bolsa de Chicago, a cotação do primeiro contrato negociado fechou a quinta-feira a US$ 4,78 por bushel, menor valor desde 20 de agosto. O movimento ocorreu após a divulgação de novos números do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Conforme análise da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o relatório de oferta e demanda apresentou uma safra norte-americana maior do que a esperada pelo mercado.


Os estoques finais norte-americanos também foram revisados para cima e chegaram a 47 milhões de toneladas, aumento de pouco mais de 6 milhões de toneladas em relação ao levantamento anterior. A expectativa de maior disponibilidade do cereal contribuiu para a queda dos preços negociados em Chicago.

No cenário mundial, a produção de milho foi projetada em 1,294 bilhão de toneladas, acréscimo de 3 milhões de toneladas sobre a estimativa de setembro. Os estoques finais globais, por sua vez, chegaram a 280,4 milhões de toneladas, crescimento de 8,3 milhões de toneladas.

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Em Iowa, um dos principais estados produtores de milho dos Estados Unidos, apenas 14% da área havia sido colhida, enquanto a média para o período era de 34%. Em Dakota do Sul, os trabalhos atingiram 15%, diante de uma média histórica de 31%.

O avanço da colheita foi maior em outros estados. Illinois registrou 51% da área colhida, superando a média de 44%, enquanto Missouri alcançou 64%, também acima do percentual histórico de 61%.

As condições das lavouras apresentaram melhora durante a semana. Segundo o USDA, 56% da área ainda acompanhada estava em condições boas ou excelentes, contra 54% na avaliação anterior. Outros 27% estavam em condições regulares, 12% ruins e 5% muito ruins.

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Além dos Estados Unidos, a Argentina também ampliou sua presença no mercado internacional. A perspectiva de uma safra recorde e a redução dos impostos sobre exportações aumentaram a disponibilidade de milho argentino para comercialização externa.

O aumento da oferta nos dois países intensifica a concorrência internacional. Com mais produto disponível, compradores encontram alternativas de fornecimento, enquanto os países exportadores disputam espaço nos principais mercados consumidores.

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