Contratos de milho e trigo operam em alta nesta manhã
Os contratos futuros de soja voltaram a operar em queda nesta manhã de terça-feira (23/9), dando sequência ao movimento do último pregão. Os contratos com vencimento em novembro registram queda de 0,57%, negociados a US$ 10,0525 por bushel.
A pressão sobre os preços segue atrelada à ausência da China nas compras da nova safra norte-americana, mesmo durante o período de colheita, e à decisão do governo argentino de reduzir temporariamente a zero as tarifas de exportação para a soja e seus derivados. Essa medida pode antecipar a liquidação de estoques do país sul-americano, maior fornecedor mundial de farelo e óleo de soja.
Por outro lado, o ritmo lento da colheita nos Estados Unidos e a piora nas condições das lavouras limitam as perdas. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), a colheita atingiu 9% da área estimada até ontem. O relatório também indicou uma piora na qualidade da soja, reduzindo de 63% para 61% as lavouras em condições boas ou excelentes.
De acordo com o USDA, 11% da área plantada foi colhida até o início desta semana, ritmo superior ao da semana anterior, mas ainda abaixo dos 13% registrados no mesmo período de 2024. A condição das lavouras também foi revisada para baixo, de 67% para 66% das lavouras em condições boas ou excelentes.
Apesar disso, as previsões de tempo seco no Meio-Oeste dos EUA para a próxima semana podem favorecer o avanço da colheita, o que tende a exercer pressão sobre os preços, aponta a consultoria Granar.
Além disso, a liberação temporária das tarifas de exportação na Argentina também pode facilitar a entrada do milho argentino no mercado internacional, ampliando a oferta global.
Os contratos de trigo com vencimento em dezembro operam com alta de 0,39%, negociados a US$ 5,1275 por bushel. A recuperação é atribuída a movimentos técnicos de cobertura de posições por parte dos investidores, após recentes quedas, diz a Granar.
No entanto, o cenário ainda é de pressão, em função da ampla oferta global e da demanda contida. A proximidade do início da colheita no hemisfério sul, com boas perspectivas de produtividade na Argentina e na Austrália, reforça o viés de baixa. A decisão argentina de isentar temporariamente as tarifas de exportação do cereal também contribui para essa tendência.


