Governo americano confirmou a venda de 312 mil toneladas de soja ao país asiático
Por mais uma sessão, o anúncio de vendas de soja dos EUA à China motivou a alta dos preços futuros na bolsa de Chicago. Nesta sexta-feira (28/11), os contratos com vencimento em janeiro subiram 0,55% na quarta-feira (26/11), para US$ 11,3775 o bushel.
Os preços oscilaram no campo positivo depois que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmou a venda de 312 mil toneladas de soja americana à China. No entanto, a consultoria Granar lembrou que essa quantidade ficou distante do que foi especulado pelo mercado na última quarta (26), de que os chineses teriam acertado compras de 600 mil toneladas.
Até o momento, o governo americano divulgou compras de soja por parte da China de 2,25 milhões de toneladas, o que, segundo a Granar, representa 18,76% das 12 milhões de toneladas que a Casa Branca afirmou que seriam negociadas com a China até o final do ano.
Para Francisco Queiroz, analista da consultoria Agro do Itaú BBA, a soja também se valorizou após a alta de 2% do óleo de soja, que por sua vez foi impactado pela subida do petróleo no cenário externo. Por fim, ele ressaltou que aos poucos as atenções do mercado se voltam para o desenvolvimento da safra na América do Sul, onde os plantios estão atrasados no Brasil e na Argentina.
O milho se valorizou em Chicago, depois do incremento das vendas do cereal nos EUA. Os lotes com entrega para março do ano que vem subiram 0,56%, a US$ 4,4775 o bushel.
O Departamento de Agricultura dos EUA disse que as vendas de milho do país na semana encerrada em 16 de outubro somaram 2,82 milhões de toneladas. O volume negociado ficou acima da expectativa de analistas de mercado, que previam, no máximo, vendas de 2,50 milhões de toneladas.
O preço permanece com preços mais baixos na bolsa de Chicago diante da manutenção do quadro de oferta favorável. Os papéis com entrega para março de 2026 fecharam em queda de 0,37%, a US$ 5,3850 o bushel.
O otimismo com a produção de trigo no Hemisfério Sul cresceu, depois que a Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou ontem sua previsão para a produção de trigo na Argentina de 24 milhões para 25,5 milhões de toneladas, número que, se confirmado, representará um novo recorde de produção no país.


