Em Santa Catarina, a semana foi considerada estável
O mercado de trigo na região Sul apresenta negociações pontuais e influência de fatores como volatilidade de preços, câmbio e limitações de armazenamento. Dados divulgados pela TF Agroeconômica indicam que a semana foi marcada por ritmo moderado de negócios e movimentos distintos entre os estados produtores.
Em Santa Catarina, a semana foi considerada estável, mas com pressão de armazenagem para liberação de espaço. Houve registros de lotes pontuais de trigo melhorador negociados a R$ 1.250 FOB, com volumes reduzidos. Para o trigo tipo 2, cerca de 150 toneladas foram comercializadas a R$ 1.050. Moinhos continuam comprando produto no Rio Grande do Sul. Nos preços de balcão pagos aos produtores, as cotações permaneceram em R$ 59 por saca em Canoinhas, R$ 60 em Chapecó e R$ 61 em Joaçaba. Rio do Sul registrou R$ 62, enquanto São Miguel do Oeste recuou para R$ 62,75 e Xanxerê avançou para R$ 64.
No mercado externo, seguem duas ofertas de trigo argentino no porto de Paranaguá a US$ 275 por tonelada, com retirada até 15 de abril e acréscimo de US$ 15 por tonelada a cada dez dias após esse prazo. O cálculo de reposição indica custo aproximado de US$ 286 por tonelada, considerando frete marítimo, demurrage, descarga, armazenagem e demais despesas de importação. Também há disponibilidade de farinha argentina armazenada em Barracão, no Paraná, ofertada ao mercado.


