O desempenho uruguaio foi atribuído à capacidade do país
A abertura de uma cota de arroz sem tarifas para o mercado europeu começa a redesenhar parte das oportunidades comerciais para os países do Mercosul em 2026. Embora o volume disponível ainda seja considerado limitado diante do total normalmente exportado pelo bloco, a medida é vista como um avanço para melhorar a rentabilidade das vendas externas e fortalecer a presença regional em um mercado de maior valor agregado.
A subsecretária de Relações Exteriores do Uruguai, Valeria Csukasi, avaliou que esse vínculo prévio com a Europa permitiu ao país aproveitar a oportunidade em ritmo mais acelerado. A isenção tarifária tende a ampliar a retenção de receitas nas operações, o que pode contribuir para investimentos no setor e para a manutenção de empregos ligados à cadeia arrozeira.
O setor arrozeiro uruguaio teve participação considerada decisiva na negociação da cota junto à União Europeia. Entre produtores, a avaliação é de que o impacto financeiro imediato ainda será restrito, mas que os efeitos podem se tornar mais relevantes no médio e longo prazo, especialmente se o acesso ao mercado europeu for ampliado. A Argentina ficou com perto de 40% das cotas restantes, reforçando a disputa regional pelo espaço aberto pelo acordo.
