Ozônio fortalece eficiência no agronegócio
O agronegócio brasileiro tem ampliado o uso de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade com menor impacto ambiental e maior controle sanitário. Nesse contexto, soluções baseadas em ozônio têm ganhado espaço no campo, com potencial de reduzir perdas ao longo da cadeia produtiva em até 90% e ampliar a vida útil de frutas, legumes e hortaliças.
No campo, a aplicação ocorre no tratamento da água de irrigação, com eliminação de agentes causadores de doenças como a antracnose. Já no beneficiamento de frutas e hortaliças, o processo de sanitização contribui para reduzir resíduos químicos e aumentar a durabilidade dos produtos.
No pós-colheita, o controle microbiológico reduz a incidência de fungos e bactérias, com impacto direto na redução de perdas e na manutenção da qualidade dos alimentos até o consumidor final. Esse conjunto de aplicações atua sobre um dos principais desafios da cadeia produtiva, que é o desperdício.
Empresas do setor já utilizam a solução em diferentes culturas. Em plantações de morango, a tecnologia contribuiu para eliminar a antracnose, reduzir perdas em até 90% e ampliar o shelf-life em mais de 100%, além de melhorar a qualidade do produto. Resultados semelhantes foram observados em cultivos de berries, com aumento da produtividade e da durabilidade.
Especialistas indicam que a adoção de tecnologias desse tipo tende a crescer nos próximos anos, impulsionada por exigências regulatórias, padrões internacionais e pela busca por eficiência operacional. Nesse cenário, a inovação pode contribuir para reduzir perdas estruturais e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.
