quarta-feira, maio 6, 2026

Preço do boi gordo fica estável com negociações fracas em grande parte do país

Preço do boi gordo fica estável com negociações fracas em grande parte do país

Com escalas de bom tamanho e as vendas de carne devagar, as negociações no mercado pecuário estavam sem força em grande do país nesta terça-feira (5/5). Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 16 não tiveram alterações no preço do boi gordo na comparação diária, e outras 16 registraram quedas. Apenas no oeste do Rio Grande do Sul houve alta na cotação.

Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo seguiu em R$ 355 a arroba para o pagamento a prazo. As demais categorias (“boi China”, vaca e novilha) também não tiveram alterações.


Segundo a Scot, parte da indústria frigorífica não estava ativamente nas compras, e as ordens de compra das que estavam nada mudaram em relação ao dia anterior. As cotações vigentes não agradavam à ponta vendedora. Para os próximos dias, o rumo do mercado dependia do volume de negócios realizados e da retomada das vendas de carne no mercado interno.

O analista Fernando Iglesias, da consultoria Safras & Mercado, afirma o boi gordo volta a conviver com tentativas de compra em níveis de preço mais baixos. “É válido mencionar que os frigoríficos convivem com uma posição de maior conforto em suas escalas de abate, que hoje atendem entre sete e oito dias úteis na média nacional”, destaca.

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A disponibilidade de gado aumenta, em alguns Estados, em função do desgaste das pastagens como em Goiás e Minas Gerais. Em outras áreas, a pressão de oferta acontece com os pecuaristas antecipando o desgaste das pastagens, afirma Iglesais. Mesmo assim, a possibilidade de cadenciar o ritmo dos negócios faz com que esse movimento seja menos perceptível.

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