quarta-feira, maio 6, 2026

Vírus do mosaico necrótico do arroz é identificado pela primeira vez na Argentina

Vírus do mosaico necrótico do arroz é identificado pela primeira vez na Argentina

Vírus do arroz é confirmado fora da Ásia

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou, pela primeira vez na Argentina, o vírus do mosaico necrótico do arroz (RNMV), anteriormente registrado apenas na Ásia. O estudo contou com especialistas do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas e da Universidade Nacional do Nordeste, além de centros de pesquisa franceses. A detecção foi confirmada por técnicas metagenômicas e sequenciamento de alta precisão em amostras coletadas na província de Corrientes, ampliando o conhecimento sobre a sanidade da cultura do arroz. A informação foi divulgada pelo Governo da Argentina.


Os pesquisadores destacam que, no campo, diferentes doenças virais do arroz podem apresentar sintomas semelhantes, como amarelecimento, mosaicos e enfraquecimento das plantas, o que dificulta a identificação precisa sem o uso de ferramentas laboratoriais.

Para validar os resultados, foram empregadas técnicas moleculares como RT-PCR e sequenciamento de RNA com uso de plataformas de alto rendimento. Segundo o estudo, “essas ferramentas não apenas confirmaram a infecção da amostra analisada, mas também permitiram a reconstrução do genoma de um isolado viral local”.

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O RNMV pertence a um grupo de vírus transmitidos pelo fungo do solo Polymyxa graminis, capaz de permanecer por longos períodos nas áreas de cultivo, o que dificulta o controle da doença e reforça a importância da detecção precoce.

Até então, apenas três vírus que afetam o arroz haviam sido registrados na América do Sul. A identificação do RNMV amplia o número de agentes monitorados e reforça a necessidade de vigilância na cultura.

“A inclusão desse vírus no cenário regional exige o fortalecimento das estratégias de monitoramento e diagnóstico, especialmente nas áreas de cultivo de arroz”, destacou Brugo, acrescentando que o resultado se baseia em uma única amostra positiva.

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O estudo também identificou pequenos RNAs virais (siRNAs), associados aos mecanismos de defesa da planta. Segundo os pesquisadores, “o estudo desses pequenos RNAs nos permite observar como a planta responde ao ataque viral, o que pode ser útil para o desenvolvimento de estratégias de manejo ou melhoramento”.

Como se trata do primeiro registro, os pesquisadores indicam a necessidade de ampliar o monitoramento para avaliar a presença e o comportamento do vírus no país. “A vigilância baseada em tecnologias genômicas é fundamental para antecipar o surgimento de novas doenças e reduzir os riscos na produção agrícola”, concluiu Brugo.

 

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