terça-feira, maio 26, 2026

Área de trigo pode recuar no Sul

Área de trigo pode recuar no Sul

Em Santa Catarina, os preços no interior ficaram majoritariamente estáveis

O mercado de trigo no Sul do país segue marcado por preços firmes em algumas praças, oferta limitada em regiões produtoras e maior cautela no planejamento da próxima safra de inverno. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o cenário combina negociações pontuais da safra velha, pressão sobre margens da indústria e tendência de redução da área destinada ao cereal.


Nesse contexto, produtores gaúchos avaliam substituir parte do trigo por canola, plantas de cobertura ou rotações com milho precoce e soja safrinha. A decisão reflete o desgaste financeiro acumulado em ciclos adversos e a busca por alternativas de menor risco. O trigo branqueador também segue difícil, com aceitação de produto de até 270 de W a R$ 1.400 por tonelada FOB no armazém do vendedor. Junho está quase todo coberto, enquanto julho tem estimativa de 40% de cobertura. Em Panambi, o preço de balcão subiu para R$ 65,04 por saca.

No Paraná, a atividade comercial recente mostra interesse por trigo e farinhas de melhor qualidade. Negócios foram reportados a R$ 1.350 por tonelada na região central, R$ 1.400 FOB no norte e R$ 1.450 CIF na região de Curitiba. As ofertas seguem limitadas, com produtores esperando preços maiores e moinhos mais resistentes, embora as alternativas mais baratas tenham praticamente desaparecido. O trigo argentino nacionalizado no porto é indicado entre US$ 290 e US$ 295 por tonelada.

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