Frango e suíno impulsionam exportações do estado
Santa Catarina alcançou o melhor desempenho da série histórica nas exportações de carnes nos cinco primeiros meses de 2026, consolidando sua posição entre os principais fornecedores brasileiros no mercado internacional. Entre janeiro e maio, o estado embarcou 883,7 mil toneladas de carnes, incluindo frango, suínos, bovinos, perus, patos e marrecos, gerando US$ 2,01 bilhões em receitas.
Segundo a análise, o resultado reforça a competitividade da produção catarinense e a confiança dos mercados internacionais no sistema sanitário do estado. O desempenho também marca o melhor resultado já registrado para o período, tanto em quantidade exportada quanto em faturamento.
A carne suína foi um dos destaques do período. Entre janeiro e maio, Santa Catarina exportou 308,4 mil toneladas do produto, com receitas de US$ 771,2 milhões. Na comparação com os cinco primeiros meses de 2025, houve aumento de 3% no volume embarcado e de 6,3% no faturamento. O resultado representa o maior já registrado para o período na série histórica.
As exportações de carne de frango também apresentaram crescimento. O estado embarcou 543,1 mil toneladas nos primeiros cinco meses do ano, gerando US$ 1,15 bilhão em receitas. O volume exportado avançou 9,4%, enquanto o faturamento cresceu 13,5% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. De acordo com os dados analisados pela Epagri/Cepa, trata-se do maior faturamento já registrado para o período desde o início da série histórica, em 1997, além do segundo maior volume embarcado.
O estado também destaca seu histórico sanitário. Em 2007, Santa Catarina foi reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa sem vacinação. Em 2015, recebeu o reconhecimento como zona livre de peste suína clássica. Além disso, apresenta a menor incidência de brucelose bovina do país e está entre os estados com menor ocorrência de tuberculose bovina.
Outro diferencial apontado é a rastreabilidade animal. Santa Catarina foi o primeiro estado brasileiro a implantar a identificação individual de todos os bovinos e bubalinos, medida que amplia o controle sanitário e o monitoramento da cadeia produtiva.
