quarta-feira, julho 15, 2026

Exportação de frutas cresce e exige rastreabilidade

Exportação de frutas cresce e exige rastreabilidade

Rastreabilidade vira diferencial nas exportações

As exportações brasileiras de frutas mantiveram o ritmo de crescimento no início de 2026. No primeiro trimestre, o setor embarcou 330,6 milhões de quilos e movimentou US$ 351,1 milhões, o que representa alta de 13% em volume e de 25% em valor na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas). Manga, melão e limão estiveram entre os produtos que mais contribuíram para o resultado.


Nesse cenário, a rastreabilidade tornou-se um dos principais requisitos para atender às exigências sanitárias e regulatórias dos mercados compradores. O sistema permite registrar todas as etapas de beneficiamento, armazenagem, transporte e expedição, oferecendo mais segurança aos importadores e maior previsibilidade aos exportadores.

O avanço acompanha a evolução das vendas externas do setor. Em 2025, as exportações brasileiras de frutas somaram US$ 1,45 bilhão, estabelecendo o terceiro recorde anual consecutivo, conforme dados da Abrafrutas. O resultado consolidou o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de frutas frescas e evidenciou a importância da gestão de informações para as operações de exportação.

- Advertisement -

Com esse movimento, a digitalização das atividades de pós-colheita passou a ocupar papel estratégico. Processos que antes eram controlados por planilhas ou registros manuais, como recebimento, classificação, beneficiamento, embalagem, armazenagem e expedição, passaram a demandar integração de dados e acompanhamento em tempo real para atender aos padrões do comércio exterior.

A expansão dessas exigências também impulsionou a adoção de soluções voltadas à gestão das operações. Sistemas desenvolvidos para Packing House, por exemplo, permitem integrar processos, ampliar a rastreabilidade e aumentar a visibilidade sobre toda a operação de pós-colheita.

Levantamento da Senior mostra a dimensão desse controle em algumas das principais culturas exportadas pelo Brasil. Segundo a empresa, operações que utilizam suas tecnologias responderam por cerca de 39% das exportações brasileiras de manga, 28% das de banana, 11% das de melancia, 9% das de melão e 8% das de uva fresca, considerando os volumes registrados em 2025.

- Advertisement -

Os dados demonstram que a digitalização vem ganhando espaço em cadeias produtivas que dependem de padronização, controle de qualidade e eficiência logística para atender aos mercados internacionais.

Além de atender às exigências regulatórias, a rastreabilidade também passou a ser utilizada como ferramenta de gestão. O acompanhamento detalhado das operações contribui para reduzir perdas, identificar gargalos, melhorar o aproveitamento dos lotes e aumentar a previsibilidade das entregas, fatores que influenciam diretamente a competitividade das empresas exportadoras.

Para Gustavo Almeida, a tendência é de que a busca por transparência e confiabilidade continue crescendo. “A transformação digital das operações pós-colheita acompanha uma demanda cada vez maior dos mercados globais por rastreabilidade e confiabilidade das informações. Hoje, não se trata apenas de garantir conformidade regulatória, mas de gerar valor para toda a cadeia e fortalecer a posição da fruticultura brasileira no comércio internacional. A capacidade de comprovar a origem e a trajetória de cada lote tornou-se um diferencial competitivo para quem deseja crescer de forma sustentável no mercado externo”, conclui.

Últimas Notícias

Mais notícias