A soja abriu em forte queda
Os mercados de grãos abriram esta quarta-feira, 5, sob influência da volatilidade, da geopolítica e das expectativas sobre clima e demanda. Segundo análise da TF Agroeconômica, o trigo iniciou o dia em leve alta, enquanto soja e milho recuaram com intensidade.
No trigo, as cotações foram sustentadas por tomadas de lucro dos fundos e por fundamentos positivos. A situação no Mar Negro segue complexa, com bloqueios e conflitos limitando as exportações de Rússia e Ucrânia. O mercado corrigiu parte do prêmio de risco do fim de julho, mas a logística ainda impõe restrições. A estimativa é de que os dois países exportem 21,1 milhões de toneladas entre julho e novembro, abaixo das 32,9 milhões projetadas pelo USDA. Outros exportadores podem acrescentar de 4 a 6 milhões de toneladas até novembro, enquanto a maior parte da oferta de Argentina e Austrália deve chegar em dezembro. O leilão de trigo mole da Argélia será acompanhado como referência de competitividade. No Brasil, o cereal subiu 0,49% no Paraná e caiu 0,09% no Rio Grande do Sul, conforme o Cepea.
A soja abriu em forte queda, acompanhando a pressão do petróleo diante das expectativas de acordo entre Estados Unidos e Irã. Os prêmios de exportação no Brasil recuaram dois centavos, com mercado físico mais calmo e compras chinesas direcionadas aos Estados Unidos. O esmagamento norte-americano alcançou recorde para junho, com 218 milhões de bushels, cerca de 5,93 milhões de toneladas, enquanto os estoques de óleo ficaram em 2,097 bilhões de libras.
O milho também caiu com força em Chicago. A piora das lavouras nos Estados Unidos não sustentou os preços diante da previsão de chuvas favoráveis no Cinturão do Milho. O dólar futuro subia 0,96%, a R$ 5,1715, o Brent avançava 2,47%, a US$ 80,60, e o índice dólar recuava 0,09%.
