segunda-feira, agosto 10, 2026

Brasil perde espaço para os EUA no mercado de soja

Brasil perde espaço para os EUA no mercado de soja

A procura por soja dos Estados Unidos cresceu nesta semana, e o Brasil, maior exportador mundial do grão, perdeu a preferência dos chineses, pelo menos por enquanto.

Entre os dias 3 e 7 de agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) comunicou a venda de quase 1 milhão de toneladas de soja americana com destino ao mercado chinês.


Além disso, agências internacionais informaram que outras 1,8 milhão de toneladas teriam sido adquiridas pelo governo chines.

“Nas últimas duas semanas, a Sinograin [empresa estatal chinesa] comprou 15 navios de soja dos EUA com entrega programada para outubro e novembro. Nesse mesmo período, foram apenas dois navios contratados do Brasil”, disse Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica.

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Apesar da aceleração das vendas americanas, indicando demanda aquecida, os preços da soja não tem respondido como o esperado. Na bolsa de Chicago, as cotações registraram queda de 1% na semana.

“As compras aconteceram sim, mas não são grandes quantidades, e portanto não alteram significativamente o quadro de oferta e demanda dos EUA. Até o momento, o volume das importações da China está em linha com anos anteriores”, afirmou o analista.

Por fim, ainda que em menor quantidade, o Brasil deverá continuar abastecendo a China com soja em agosto. Segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), o país deverá enviar ao exterior 9,7 milhões de toneladas da oleaginosa em grão este mês. Desse volume, cerca de 5 milhões terão destino o mercado chinês, estimou o analista da T&F.

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