quarta-feira, agosto 19, 2026

Algodão: Fibra avança no mercado internacional

Algodão: Fibra avança no mercado internacional

No Brasil, a entrada da nova safra inicialmente pressionou o mercado

O mercado de algodão avançou entre julho e agosto de 2026, apoiado pela melhora da demanda internacional, redução projetada dos estoques mundiais e desempenho das exportações brasileiras. O cenário ganhou tom mais construtivo, embora riscos climáticos em importantes países produtores ainda exijam acompanhamento, segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA.


Em julho, o primeiro vencimento negociado na Bolsa de Nova York registrou média de USDc 77,54 por libra-peso, alta de 4,9% ante junho. De acordo com a Consultoria Agro do Itaú BBA, o fortalecimento da demanda, especialmente de compradores asiáticos, e a perspectiva de estoques mais ajustados deram suporte às cotações. Na parcial de agosto, a média atingiu USDc 82,12 por libra-peso, avanço adicional de 5,9%.

No Brasil, a entrada da nova safra inicialmente pressionou o mercado. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, o algodão em Rondonópolis teve média de R$ 3,80 por libra-peso em julho, queda de 1,4%. Na parcial de agosto, porém, a cotação reagiu para R$ 3,91, alta de 2,9%, acompanhando Nova York, o dólar e a demanda externa.

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O desempenho dos embarques também ganhou peso. Os dados apresentados no relatório mostram que o Brasil exportou 3,4 milhões de toneladas na temporada 2025/26, crescimento de 18,5% sobre o ciclo anterior. A Consultoria Agro do Itaú BBA destaca que o país consolidou sua posição de principal exportador mundial da fibra.

O balanço internacional também mudou. De acordo com a Consultoria Agro do Itaú BBA, com base no USDA, os estoques finais mundiais de algodão para 2026/27 foram projetados em 15,2 milhões de toneladas, redução de 7% frente ao ciclo anterior. A produção global é estimada em 25,6 milhões de toneladas, enquanto o consumo alcançaria 26,8 milhões.

Na China, o clima aparece como um dos principais riscos. Segundo dados divulgados pela Consultoria Agro do Itaú BBA, temperaturas acima da média em Xinjiang, principal região produtora do país, geraram preocupação com possíveis perdas de produtividade. A situação ganha relevância porque a área plantada chinesa já apresenta redução.

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A Índia também permanece no radar por causa do El Niño. O relatório aponta que o avanço das condições favoráveis ao fenômeno elevou inicialmente os temores de déficit hídrico, embora a evolução posterior das monções sobre grande parte do país tenha reduzido a preocupação com um cenário excessivamente seco.

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