A expansão da canola em lavouras gaúchas também decorre de simplificações de manejo
As lavouras gaúchas de inverno estão ganhando uma nova cor. Nos últimos quatro anos, a canola conquistou espaço nas áreas cultivadas do Rio Grande do Sul, passando de 56 mil hectares, em 2022, para 353 mil hectares em 2026, segundo dados da Emater/RS. O crescimento de 530% é resultado de um cenário de estímulo à oleaginosa e de complementaridade ao trigo na agenda de inverno, mudança que já deixa mais rentabilidade e dividendos no campo. Adaptada às condições climáticas e de solo do Rio Grande do Sul, a canola rende, em média, 30 sacas/hectare (1.800kg), ganho de mais de R$ 2.000/hectare sem contar custos fixos. O resultado chega a ser três vezes superior ao obtido com o cereal, e a expectativa é que a área plantada tenha expansão de mais 50% já na próxima safra.
Promovido pela Agrofel em parceria com a Nufarm, o Vip Tour da Canola já passou por Bagé, Arroio Grande, Rio Pardo, Campo Novo, Palmeira das Missões, Passo Fundo, Capão do Cipó, São Gabriel e Augusto Pestana. Além de conferir as áreas de cultivo, os participantes puderam acompanhar mais de 15 palestras com especialistas que abordaram desde as técnicas de cultivo até colheita e processamento das diferentes cultivares. “A cada ano, fico mais satisfeito com o desempenho do evento e com os resultados que ele traz aos produtores que participam. Sempre buscamos melhorias e inovação e isso traz resultados práticos de resultado no campo”. Segundo ele, é crescente o interesse dos produtores gaúchos pelo cultivo da canola. “O produtor vem se animando muito e nos trazendo resultados superiores a cada ano”, frisou Lucas Menezes, responsável pelo Desenvolvimento Comercial da Nufarm.
