terça-feira, agosto 25, 2026

Ameaça ao patrimônio do café brasileiro preocupa setor

Ameaça ao patrimônio do café brasileiro preocupa setor

Defesa do patrimônio científico e genético do café para manter a liderança nacional

O presidente do Conselho Nacional do Café (CNC) Silas Brasileiro alerta para os riscos de iniciativas que possam comprometer o conhecimento científico e o patrimônio genético utilizados pela cafeicultura brasileira. Segundo Silas, esses ativos são estratégicos para manter o Brasil na liderança mundial da produção de café, com qualidade, produtividade, sustentabilidade e competitividade.


Na avaliação do presidente do CNC, o Brasil não pode colocar em risco o conhecimento científico e o patrimônio genético construídos ao longo de décadas. Para ele, esses recursos são fundamentais para a manutenção da produção nacional e devem ser considerados inegociáveis em eventuais acordos ou iniciativas de cooperação.

Brasileiro também afirma que não se trata de uma simples troca de experiências com países que não apresentam o mesmo nível de desenvolvimento em pesquisa nem estão submetidos às mesmas legislações ambientais e sociais aplicadas aos produtores brasileiros.

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Segundo o presidente do CNC, o princípio da reciprocidade também precisa ser considerado nessas discussões. Na avaliação dele, as diferenças regulatórias e de desenvolvimento científico impedem que determinados argumentos sejam utilizados em favor de pretensões que possam afetar ativos estratégicos da cafeicultura brasileira.

Por isso, qualquer iniciativa que possa comprometer esse patrimônio representa, na avaliação do dirigente, um risco para a produção brasileira. Segundo Silas Brasileiro, a preservação desses recursos é necessária para que o país continue ocupando a posição de primeiro produtor mundial de café.

A preocupação também envolve os impactos econômicos e sociais da atividade. Segundo Brasileiro, a cafeicultura é um dos maiores geradores de emprego e renda do país e está presente em 17 estados e 1.983 municípios brasileiros, regiões que, conforme destaca, apresentam melhores índices de desenvolvimento humano (IDH).

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A atividade também tem papel relevante na permanência dos produtores no campo. Segundo o presidente do CNC, a presença da cafeicultura contribui para evitar o êxodo rural e, consequentemente, o crescimento populacional desordenado nos centros urbanos e o agravamento de problemas sociais.

Para o presidente do CNC, manter o Brasil como maior produtor mundial de café exige a preservação dos instrumentos que sustentam a atividade. Entre eles estão o conhecimento, a ciência, a tecnologia e o patrimônio genético desenvolvido pelo país.

Segundo Silas Brasileiro, as lideranças da produção têm a responsabilidade de assegurar que o conhecimento científico brasileiro seja preservado e continue servindo de base para a cafeicultura nacional e para a manutenção da liderança do país no mercado mundial. O dirigente afirma ainda que o setor defende o diálogo e está aberto à construção de acordos bilaterais. A condição, porém, é que essas negociações preservem os interesses da cafeicultura brasileira e os elementos considerados essenciais para garantir a continuidade da produção.

Segundo Brasileiro, não se deve comprometer aquilo que permite ao país produzir atualmente e, principalmente, aquilo que será necessário para garantir a produção de café no futuro. “O conhecimento científico é um patrimônio estratégico do Brasil. Preservá-lo é uma condição para preservarmos a nossa cafeicultura”, afirma Silas Brasileiro, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC).

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