terça-feira, maio 12, 2026

Câmbio pressiona rentabilidade da soja

Câmbio pressiona rentabilidade da soja

Uma parcela importante da soja 2025/26 ainda não foi comercializada

A queda do câmbio amplia a preocupação com a rentabilidade da soja no Brasil, em um momento em que parte expressiva da safra ainda depende da formação do preço de venda. A avaliação é de Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, que observa uma diferença relevante entre a formação dos custos e a formação das receitas no campo.


O ponto central é que uma parcela importante da soja 2025/26 ainda não foi comercializada. No Brasil, cerca de 45% da produção permanece a vender. No Rio Grande do Sul, onde a safra é estimada em 20 milhões de toneladas, aproximadamente 70% do volume ainda não teve venda definida.

Na avaliação do analista, o comportamento do dólar é um fator de atenção para o setor. Sobre a próxima safra, ele não considera, neste momento, provável uma redução da área de soja em 2026/27. A tendência indicada é de menor uso de tecnologia, o que pode levar a um quadro de estagnação. Souza lembra que a última redução de área da oleaginosa no país ocorreu há cerca de 20 anos e avalia que um diagnóstico mais preciso deve ser possível até junho.

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