segunda-feira, agosto 3, 2026

Canola mantém potencial, mas clima preocupa

Canola mantém potencial, mas clima preocupa

Excesso de umidade desafia lavouras de canola

As lavouras de canola no Rio Grande do Sul apresentaram bom desenvolvimento durante a última semana e avançaram para a fase de floração, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (30). Apesar da evolução da cultura, o excesso de umidade favoreceu o aumento da incidência de doenças, especialmente a canela-preta, exigindo reforço no monitoramento fitossanitário para evitar perdas de produtividade.


Na região administrativa de Ijuí, responsável por cerca de 24% da área cultivada de canola no Estado, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com plantas vigorosas e cobertura completa do solo. Nas áreas em floração e início da formação de grãos, observa-se concentração de síliquas no terço superior das plantas e emissão de inflorescências laterais no ramo principal, embora o número de ramos secundários permaneça baixo. Segundo a Emater/RS-Ascar, aumentaram os registros de canela-preta em mais lavouras e municípios, principalmente nos cultivos em estágio mais avançado. Diante desse cenário, os produtores intensificaram o monitoramento fitossanitário e aguardam melhores condições climáticas para realizar aplicações de fungicidas.

Na regional de Santa Rosa, que concentra aproximadamente 21% da área estadual, 57% das lavouras permanecem em desenvolvimento vegetativo, 40% estão em floração e 3% iniciaram o enchimento de grãos. O boletim alerta que o elevado volume de chuvas, aliado à alta umidade relativa do ar, à intensa nebulosidade e à baixa incidência de radiação solar, pode comprometer o potencial produtivo, principalmente nas áreas em florescimento e início da formação das vagens. A permanência dessas condições também aumenta o risco de abortamento floral e reduz a atividade dos agentes polinizadores, com reflexos sobre a produtividade e a qualidade dos grãos.

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Na região administrativa de Santa Maria, onde se concentram cerca de 17% das lavouras gaúchas, pouco mais de 80% das áreas permanecem em desenvolvimento vegetativo, 16% estão em floração e os primeiros cultivos iniciaram o enchimento de grãos.

Na regional de Bagé, 12% das lavouras entraram na fase inicial de floração, enquanto o restante segue em desenvolvimento vegetativo. A Emater/RS-Ascar destaca que as temperaturas amenas e o menor volume de chuvas acumulado na Fronteira Oeste favoreceram a cultura. Em São Gabriel, entretanto, as lavouras apresentam estande e desenvolvimento inferiores aos observados no ano passado. Dos 4 mil hectares cultivados no município, 20% estão em floração, e ainda há áreas baixas com solo saturado pela chuva intensa registrada na semana anterior.

Na região de Passo Fundo, 40% dos cultivos permanecem em desenvolvimento vegetativo e 60% já estão em floração, mantendo boa condição sanitária. Em Erechim, a distribuição é de 80% das áreas em desenvolvimento vegetativo e 20% em início de floração.

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Em Frederico Westphalen, a Emater/RS-Ascar informa que o desenvolvimento da cultura é considerado satisfatório, sem problemas fitossanitários relevantes. As lavouras estão distribuídas entre 55% em desenvolvimento vegetativo, 30% em floração e 15% em enchimento de grãos.

Na regional de Soledade, as fortes chuvas provocaram apenas danos localizados por erosão laminar. Cerca de 25% das áreas iniciaram a floração, com plantas apresentando boa estatura e sanidade. Nas lavouras implantadas mais tardiamente continuam o controle de plantas invasoras e a adubação nitrogenada em cobertura, enquanto na maior parte das áreas essas operações já foram concluídas. Também seguem as ações de monitoramento de doenças e da traça-das-crucíferas.

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