“O Brasil não é autossuficiente em trigo”
A cadeia brasileira do trigo entra em 2026 sob pressão de custos elevados, menor oferta interna e maior dependência externa. O cenário amplia as incertezas para a moagem e pode afetar a produção de pães, massas, biscoitos e bolos.
A redução da área cultivada, somada a fatores climáticos e econômicos, deve diminuir a safra em 23,5% na comparação anual, segundo a Conab. Com isso, as importações previstas para 2027 poderão crescer em 1,9 milhão de toneladas. O excesso de chuvas no Rio Grande do Sul também preocupa pelos possíveis efeitos sobre produtividade, qualidade e volume disponível.
No ambiente internacional, a guerra entre Rússia e Ucrânia e as tensões no Oriente Médio seguem elevando custos de energia, combustíveis, fretes, seguros e logística. Como o Brasil não é autossuficiente e depende principalmente da Argentina, oscilações externas afetam o planejamento e a previsibilidade do abastecimento.
