Problema está no marco temporal utilizado para medir os estoques globais
A divulgação de que os estoques mundiais de soja estariam em alta não reflete a realidade do mercado global, segundo avaliação do diretor da Brasoja, Antônio Sartori. A metodologia adotada para o cálculo dos estoques gera uma interpretação distorcida da oferta e da demanda da oleaginosa.
Sartori destaca que Brasil, Argentina e Paraguai produzem juntos mais de 240 milhões de toneladas de soja, volume superior ao dos Estados Unidos, que não alcançam 120 milhões de toneladas. “Quando se usa o fim do ano agrícola americano como referência, cria-se a falsa percepção de que os estoques estão aumentando, quando, na prática, o que existe é soja disponível antes da entrada da nova safra sul-americana”, explica.
Segundo o diretor, os estoques mundiais não estão, de fato, em trajetória de alta estrutural. “O que está aumentando é a existência de soja em 30 de agosto, resultado direto do crescimento contínuo da produção na América do Sul, enquanto os Estados Unidos permanecem praticamente estagnados”, conclui.


