sexta-feira, maio 15, 2026

Mapa e Polícia Federal apreendem 48 toneladas de açúcar no Porto de Paranaguá (PR)

Mapa e Polícia Federal apreendem 48 toneladas de açúcar no Porto de Paranaguá (PR)

Operação encontra irregularidade em açúcar exportado

Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária e da Polícia Federal resultou na apreensão de cerca de 48 toneladas de açúcar VHP com suspeita de adulteração no corredor de exportação do Porto de Paranaguá.


Durante os testes preliminares realizados no momento da coleta das amostras, a fiscalização identificou a presença de materiais insolúveis, aparentemente arenosos, em quantidade acima do limite permitido pela legislação. A constatação levantou suspeitas de adulteração da carga e de descumprimento dos padrões de qualidade exigidos para o produto destinado à exportação.

Diante das suspeitas, auditores fiscais federais agropecuários do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal no Paraná realizaram a coleta de amostras, encaminhadas ao Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em Goiás para confirmação analítica e definição das medidas administrativas cabíveis.

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A ação faz parte de uma articulação permanente entre a Polícia Federal, autoridades portuárias e o Ministério da Agricultura, desenvolvida desde 2024 para combater fraudes em cargas de exportação. Segundo os órgãos envolvidos, a atuação conjunta tem reforçado a segurança, a rastreabilidade e a conformidade das operações realizadas no Porto de Paranaguá, especialmente em embarques de granéis agrícolas, como soja, farelo de soja e açúcar.

Caso seja confirmada a presença de matéria estranha em níveis incompatíveis com os padrões regulamentares, a carga poderá ser desclassificada e considerada imprópria para consumo, conforme prevê a legislação federal. A confirmação de fraude também poderá gerar sanções administrativas e desdobramentos criminais.

As operações de fiscalização têm papel estratégico para garantir a integridade das cargas exportadas, preservar a confiança dos mercados internacionais nos produtos agropecuários brasileiros e fortalecer o sistema nacional de defesa agropecuária. Casos de fraude, adulteração ou contaminação em cargas destinadas ao exterior podem comprometer mercados importantes, ampliar restrições sanitárias e provocar prejuízos econômicos e de reputação ao agronegócio nacional.

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A empresa responsável pela carga foi autuada pelas autoridades. Como não há rastreabilidade sobre o material misturado ao açúcar, o produto foi classificado como risco à defesa agropecuária. Por esse motivo, o Ministério da Agricultura deverá determinar a destruição da carga, conforme previsto na legislação ambiental vigente.

 

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