Etanol impulsiona setor sucroenergético mineiro
A safra 2026/27 de cana-de-açúcar em Minas Gerais deve registrar produção recorde, segundo estimativa divulgada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais. De acordo com o primeiro levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento, o estado poderá colher 82,6 milhões de toneladas no ciclo iniciado em 1º de abril de 2026, volume 7,1% superior ao da temporada anterior. A área cultivada também deve crescer cerca de 2%.
A técnica também destaca que o clima influenciou diretamente o ritmo operacional das usinas mineiras. “Apesar da expectativa de redução no teor de açúcares da cana em relação ao ciclo anterior, a tendência é de maior direcionamento da matéria-prima para a produção de etanol, diante das condições de mercado e dos preços internacionais do açúcar”, afirma. Em parte das unidades produtoras, o início da colheita e da moagem foi adiado devido à maior umidade do solo, que prolongou o desenvolvimento vegetativo da cultura e retardou sua maturação.
O desempenho reforça a posição de destaque de Minas Gerais no setor sucroenergético brasileiro. O estado concentra uma cadeia produtiva distribuída em mais de 100 municípios canavieiros e mantém forte presença de unidades industriais ligadas ao processamento da cana. A região do Triângulo Mineiro segue como principal polo produtor estadual, reunindo grande parte da produção e da moagem da cultura.
O avanço na produção de etanol ocorre em meio ao fortalecimento do mercado de biocombustíveis no país, impulsionado pelo aumento da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina e pela demanda crescente por fontes renováveis de energia. Além do açúcar e do etanol, a cadeia sucroenergética mineira também mantém relevância na geração de bioeletricidade, contribuindo para a matriz energética renovável e para a economia regional.
