Atenção ao WASDE, dólar e demanda nesta semana
O mercado do milho deve acompanhar nesta semana o relatório WASDE, o avanço da colheita nos Estados Unidos, o plantio da soja no Brasil e o comportamento do dólar. Segundo dados divulgados pela Grão Direto na análise “Direto do Campo”, desta segunda-feira (5), esses fatores podem influenciar as cotações e as oportunidades de comercialização.
Após a forte reação negativa provocada pelo relatório de estoques do USDA, o mercado pode iniciar a semana em busca de um novo patamar de equilíbrio em Chicago. Parte dos investidores pode aproveitar a desvalorização recente para recompor posições, movimento que tende a oferecer sustentação pontual às cotações.
Por outro lado, o avanço da colheita nos Estados Unidos deve ampliar a oferta disponível no mercado. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, esse fator pode limitar movimentos de recuperação mais consistentes no curto prazo.
O avanço do plantio da soja no Brasil também ganha importância para as expectativas do mercado nas próximas semanas. Com as semeadoras ganhando ritmo, as condições para o desenvolvimento da safra começam a ficar mais favoráveis. Um plantio realizado dentro do calendário esperado aumenta as chances de colheita no período adequado. Esse cenário favorece, por consequência, a implantação da segunda safra de milho em 2027 dentro de uma janela climática mais segura.
Caso as empresas aproveitem as cotações mais atrativas para alongar os estoques, o aumento da demanda interna pode ajudar a sustentar os preços do milho e limitar novas quedas no mercado físico brasileiro.
O tempo seco e estável nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos deve favorecer o avanço da colheita de soja nos próximos dias, permitindo que as máquinas trabalhem com poucas interrupções. O ritmo mais acelerado aumenta o volume de grãos disponível no mercado e intensifica o fluxo de soja para armazéns, esmagadoras, ferrovias e terminais de exportação. No curto prazo, esse aumento da oferta física tende a pressionar as cotações em Chicago, especialmente por ocorrer durante um período de forte disponibilidade sazonal, segundo dados divulgados pela Grão Direto.
O câmbio também ganhou peso na formação dos preços da soja e do milho no Brasil no início da semana. A moeda norte-americana era negociada abaixo de R$ 5, reagindo ao resultado do primeiro turno das eleições e às expectativas dos investidores sobre o cenário fiscal e econômico do próximo governo. Para o produtor, um real mais valorizado reduz o preço dos grãos em reais quando as cotações internacionais são convertidas. O movimento aumenta a pressão sobre as margens em um momento de preços mais baixos em Chicago.
