No mercado internacional, o milho segue sustentado principalmente pela demanda
Produtores de milho devem aproveitar repiques técnicos para avançar em vendas parciais, evitando concentrar negociações no pico da colheita da Safrinha, enquanto consumidores e indústrias tendem a manter compras escalonadas diante da volatilidade climática internacional. A avaliação é da TF Agroecoômica, em análise semanal sobre a tendência dos preços do milho.
Outro ponto de atenção é o clima nos Estados Unidos. A seca no Nebraska, um dos principais estados produtores, atinge 88% da área em condição moderada, quase 79% em seca severa e 60% em seca extrema. A baixa previsão de chuvas para os próximos dias mantém o risco climático elevado, especialmente nas Grandes Planícies, onde a umidade segue limitada no início da safra 2026/27. Caso o quadro se agrave em maio e junho, o mercado pode voltar a testar altas.
No Brasil, os preços retomaram a baixa sazonal com a perspectiva de avanço da oferta nas próximas semanas. A colheita da Safrinha segue como fator central, enquanto problemas climáticos localizados ainda não mudam a leitura de grande produção nacional. A venda direta de produtores aumentou, pressionada pela necessidade de liberar armazéns, e bases e prêmios seguem mais fracos.
