A valorização também acelerou a comercialização
A oferta elevada e o avanço das vendas externas mantêm o algodão brasileiro em posição de destaque no mercado mundial, mesmo diante de incertezas climáticas e de consumo. Segundo análise do Rabobank, o país embarcou 3,4 milhões de toneladas de pluma entre agosto de 2025 e julho de 2026, volume 19% superior ao da safra anterior e suficiente para consolidar a liderança global nas exportações.
No exterior, a oferta tende a ficar mais restrita. O USDA aponta risco de queda na produção de China e Austrália, e a produção global pode recuar cerca de 4%, com redução estimada de 7% nos estoques mundiais. Esse cenário já aparece nas cotações: em agosto, os futuros negociados em Nova York subiram 6% ante julho de 2026, enquanto a pluma em Mato Grosso avançou 4%.
