“Preocupa-nos um futuro marcado pelas desigualdades”
O debate sobre o papel da ciência no desenvolvimento do país ganha peso diante das transformações da agricultura e da necessidade de novas tecnologias para enfrentar desafios econômicos, sociais e ambientais. A avaliação é de Evaldo F. Vilela, membro da Academia Brasileira de Ciência Agronômica e da Academia Brasileira de Ciências, pesquisador emérito do CNPq, gestor de redes de pesquisa da Fundação Araucária e ex-reitor da UFV.
Vilela observa que os obstáculos para colocar a ciência como eixo central do desenvolvimento nacional são históricos. Para ele, esse quadro se torna mais preocupante diante da perda de soberania tecnológica no agro e das mudanças geopolíticas que desafiam o país. O pesquisador defende que não há desenvolvimento socioeconômico sem investimento em ciência, que retorna à sociedade por meio de impostos, empregos e melhoria da qualidade de vida.
“Preocupa-nos um futuro marcado pelas desigualdades e injustiças, em um Brasil que, embora afirme combater corretamente o negacionismo à ciência, ainda hesita em enfrentar o essencial: um país que ainda prescinde da ciência como estratégia para evoluir”, conclui.
