Negócios seguem lentos em quatro estados, e clima exige atenção nas lavouras
O mercado de milho segue com negociações pontuais e preços pressionados pela oferta superior à demanda. Segundo a TF Agroeconômica, compradores priorizam a reposição de estoques, enquanto o ritmo mais lento das exportações brasileiras contribui para limitar a liquidez.
No Rio Grande do Sul, as cotações variam de R$ 60,00 a R$ 70,00 por saca. O preço médio estadual apurado pela Emater caiu 0,57%, para R$ 62,59. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o disponível está em R$ 75,00. Parte dos vendedores flexibiliza preços para liberar espaço à safra de verão. Conforme a Conab, o plantio de 2026/27 atingiu 81% da área, mas a umidade excessiva e o frio dificultam os trabalhos e o desenvolvimento das lavouras.
No Paraná, compradores evitam ampliar estoques e produtores seguem seletivos nas vendas. Os preços ao produtor recuaram para R$ 60,45 por saca no Centro Oriental e R$ 50,58 no Oeste, mas subiram para R$ 65,83 no Norte Central. O plantio chegou a 86%, conforme a Conab. A maioria das áreas tem bom desenvolvimento, embora tempestades tenham provocado desfolhamento e favorecido pragas e doenças.
Em Mato Grosso do Sul, as cotações ficam entre R$ 52,00 e R$ 54,00 por saca. A indústria de bioenergia segue ativa nas compras, enquanto os demais compradores buscam reposição. Os produtores restringem novos lotes, mantendo as negociações lentas.
