De janeiro a maio, o estado de Santa Catarina exportou 883,7 mil toneladas de carnes, incluindo frango, suínos, bovinos, perus, patos e marrecos, entre outros produtos, com receita de US$ 2,01 bilhões. O resultado representa alta de 7,4% no volume e de 12,1% no faturamento em relação ao mesmo período de 2025, alcançando o melhor desempenho da série histórica para os cinco primeiros meses do ano. Os dados são do Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri/Cepa.
O governador Jorginho Mello afirma que os números estão ligados ao histórico de sanidade animal do estado. “Santa Catarina possui um patrimônio sanitário reconhecido internacionalmente, que abre portas para mercados exigentes e fortalece a competitividade das nossas carnes no exterior. Esse resultado histórico é fruto do trabalho conjunto dos produtores, agroindústrias e do sistema de defesa agropecuária do estado”, ressalta o governador.
No recorte específico da carne suína, o estado exportou 308,4 mil toneladas entre janeiro e maio, com receita de US$ 771,2 milhões. O desempenho indica crescimento de 3% em volume e de 6,3% em faturamento na comparação com 2025, também registrando o melhor resultado da série histórica para o período.
Já nas exportações de carne de frango, foram embarcadas 543,1 mil toneladas no mesmo intervalo, com receita de US$ 1,15 bilhão. O resultado representa aumento de 9,4% no volume e de 13,5% no faturamento em relação a 2025, configurando o melhor desempenho da série histórica em receita e o segundo maior volume já registrado para o período desde o início da série em 1997.
Os produtos catarinenses chegam hoje a mais de 150 mercados internacionais, com presença em países como Japão, Coreia do Sul, União Europeia, China, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Países Baixos. Segundo o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort, “Isso é reflexo da confiança construída ao longo de décadas na qualidade e na segurança dos produtos do Estado”.
Santa Catarina mantém um histórico de referência em controle sanitário no país. Em 2007, o estado foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) como área livre de febre aftosa sem vacinação e, em 2015, como zona livre de peste suína clássica. O estado também registra baixa incidência de brucelose e tuberculose bovina e foi pioneiro no Brasil ao implantar a identificação individual de bovinos e bubalinos, fortalecendo o acompanhamento da cadeia produtiva e o controle sanitário.