quarta-feira, junho 10, 2026

Safra de soja avança nos EUA e pressiona cotações em Chicago

Safra de soja avança nos EUA e pressiona cotações em Chicago

O avanço da safra de soja dos EUA mantém os preços sob pressão de baixa na bolsa de Chicago. Os lotes para julho fecharam em queda de 0,18% nesta terça-feira (9/6), a US$ 11,1375 o bushel.

Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os produtores locais plantaram 92% da área de soja prevista para 2026/27, índice que supera os 89% registrados nessa mesma época do ano passado e também a média das últimas cinco temporadas, de 88%.


“Desde o dia 2 de junho, a soja acumula queda de 5% em Chicago, pois estamos nesse período sazonal de baixa para as cotações. Soma-se a isso o clima que segue positivo para as lavouras americanas, onde o clima deve seguir favorável pelos próximos 15 dias”, avalia Vicente Zotti, diretor da NRP Agro.

Segundo ele, alguma mudança dessa tendência é esperada caso aconteçam novidades sobre o clima para a safra americana ou ainda com a demanda pela soja do país.

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“A partir de julho os mapas já mostram que o clima não está essa maravilha toda, e então poderemos ver os futuros reagindo um pouco, principalmente se acontecer compras de soja americana por parte da China após a consolidação da colheita nos EUA”, pontua Zotti.

Milho

O milho fechou a sessão na bolsa de Chicago com pouca oscilação, de olho nos fundamentos de oferta. Os contratos para julho fecharam em alta de 0,18%, a US$ 4,1950 o bushel.

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Há uma pressão de baixa natural para os preços do milho em função da finalização da semeadura nos Estados Unidos. O Departamento de Agricultura americano disse que o plantio no país chegou a 97% da área esperada para 2026/27, acima dos 96% plantados nessa mesma época do ano passado.

Trigo

O trigo também registrou leve alta em Chicago nesta terça. Os contratos para julho subiram 0,34%, a US$ 5,8525 o bushel.

Apesar do avanço da colheita de trigo de inverno nos EUA, a qualidade das lavouras segue piorando. De acordo com o USDA, a colheita chegou a 11% da área, maior que os 4% registrados nesse mesmo período do ano passado.

Apesar do aumento da oferta, a qualidade das lavouras piorou. O departamento disse que apenas 25% apresentam boas ou excelentes condições, um ponto percentual abaixo do reportado pelo USDA há sete dias, mas bem aquém dos 54% registrados nessa mesma época do ano passado.

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