No Japão, a área média administrada por estabelecimento agrícola é de 3,7 hectares
A agricultura pode assumir modelos muito diferentes conforme a disponibilidade de terra, a geografia e as condições de produção de cada país. A avaliação é de Ricardo Leite, Superintendente Executivo do Banco Safra, a partir de observações feitas durante uma viagem pela região de Hiroshima, no Japão.
No Japão, a área média administrada por estabelecimento agrícola é de 3,7 hectares. Quando Hokkaido é excluída do cálculo, a média recua para 2,6 hectares. Nesse ambiente, infraestrutura, irrigação, mecanização e tecnologia tornam-se importantes para ampliar o valor obtido em áreas relativamente pequenas.
Em Hiroshima, há ainda iniciativas voltadas ao aumento da rentabilidade de áreas tradicionalmente destinadas ao arroz, com a incorporação de culturas de maior valor agregado.
A comparação com o Brasil evidencia modelos distintos. Enquanto o Brasil reúne território, escala, clima e tecnologia tropical para produzir grandes excedentes, o Japão trabalha com terra escassa e propriedades menores. Nos dois casos, porém, permanece o desafio de gerar mais valor, eficiência e sustentabilidade a partir dos recursos disponíveis.
