quarta-feira, junho 10, 2026

FAO defende comércio global aberto de fertilizantes

FAO defende comércio global aberto de fertilizantes

O mundo precisa manter aberto o comércio de insumos para a agricultura e dar suporte ao uso eficiente de fertilizantes, diante de “desafios sem precedentes” para os sistemas agroalimentares. Foi o que afirmou, nesta semana, o diretor geral da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), Qu Dongyu.

Ele discursou na abertura da 181ª reunião do Conselho da FAO. O encontro vai até esta sexta-feira (12/6), em Roma, capital da Itália, onde fica a sede da agência da ONU.


“O fechamento do Estreito de Ormuz não é uma questão regional. É um risco para a segurança alimentar global”, disse Dongyu. A guerra entre Estados Unidos e Irã, que levou ao bloqueio do local, já dura mais de 100 dias.

O Estreito é um importante ponto de rotas marítimas globais. Controlado pelo Irã, é por onde passam 35% do petróleo global, 20% do gás natural e de 20% a 30% das exportações de fertilizantes e 50% dos volumes de enxofre comercializados no mercado mundial.

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“Pedimos para que se mantenha o comércio aberto, evitando restrições de exportação de produtos agrícolas, protegendo corredores humanitários de alimentos e assegurando rotas logísticas alternativas”, disse.

Dongyu destacou que os efeitos da crise provocada pela guerra no Oriente Médio estão cada vez mais visíveis. Agricultores da Ásia, África e América Latina estão lidando com aumentos de custos de produção e “escolhas difíceis” no uso de insumos e de manejo de suas plantações.

“O maior risco não é o de uma falta imediata de alimentos, mas de um choque de oferta de fertilizantes e de produção”, disse o diretor da FAO, conforme divulgado pela instituição.

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Qu Dongyu disse ainda que a Agência das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação está trabalhando para apoiar iniciativas de uso eficiente de fertilizantes. E para desenvolver fundos de inovação para a produção de insumos alternativos, como os biofertilizantes.

Em seu pronunciamento, ele também alertou que a chegada do fenômeno climático El Niño eleva riscos climáticos para produção e para a segurança alimentar, especialmente em países que já enfrentam crises relacionadas à oferta de comida.

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