Safra de milho da França pode ser a menor desde 1980
A cotação do milho apresentou forte oscilação em Chicago nesta semana, reagindo à divulgação do relatório de oferta e demanda do USDA. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (CEEMA), o primeiro mês cotado passou de US$ 4,36 por bushel em 11 de agosto para US$ 4,57 no dia seguinte, mas voltou a recuar na quinta-feira (13), fechando em US$ 4,48, contra US$ 4,39 uma semana antes.
No cenário mundial, a produção de milho foi elevada em 2 milhões de toneladas, chegando a 1,299 bilhão de toneladas. Os estoques finais globais tiveram leve redução e foram estimados em 274,7 milhões de toneladas. Segundo dados divulgados pela CEEMA, a produção brasileira foi mantida em 139 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deverá colher 55 milhões de toneladas. Com essas projeções, o preço médio do milho ao produtor norte-americano foi estimado em US$ 4,50 por bushel para o novo ano comercial.
Apesar da manutenção da estimativa de produção, as condições das lavouras de milho nos Estados Unidos apresentaram piora. Segundo dados divulgados pela CEEMA, em 9 de agosto, 61% das áreas estavam classificadas entre boas e excelentes, contra 72% no mesmo período do ano anterior.
No mercado internacional, a França projeta uma redução expressiva na produção de milho em 2026 em razão dos problemas climáticos enfrentados pelo país. Segundo dados divulgados pela CEEMA, a estimativa aponta queda de 35%, para 9 milhões de toneladas. Esse seria o menor volume produzido desde 1980.
Analistas privados consultados pela Argus Media trabalham com uma projeção ainda menor, de aproximadamente 6,9 milhões de toneladas, o que representaria a menor safra francesa desde 1976. A produção francesa de trigo também deve recuar. A previsão indica queda de 4% em relação ao ano anterior, para 31,9 milhões de toneladas.
