Os principais grãos iniciam o dia com variações positivas nas bolsas internacionais, refletindo fatores geopolíticos, climáticos e energéticos que influenciam o comércio global. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos futuros registram alta em Chicago, enquanto o mercado físico brasileiro apresenta movimentos mais moderados.
No trigo, o contrato março/26 na CBOT é cotado a US$ 582,50, com valorização de 10,75 pontos. Os vencimentos dezembro/26 e março/27 também operam em alta. A consultoria aponta que os preços sobem diante das tensões geopolíticas que afetam o mercado de grãos, especialmente a ausência de um acordo para encerrar o conflito na região do Mar Negro. Soma-se a isso a falta de umidade nas áreas produtoras da Índia, fator que pode comprometer os planos de suspensão da proibição das exportações pelo governo local. No mercado físico, o Paraná registra R$ 1.175,36 e o Rio Grande do Sul R$ 1.087,75. Para exportação, o trigo brasileiro a 12,5% é indicado a US$ 232 por tonelada em Rio Grande.
A soja também avança em Chicago, com o março/26 a US$ 1.152,25. A sustentação vem das perspectivas favoráveis para a demanda de óleo pela indústria de biocombustíveis e do excesso de chuvas no Brasil, que atrasa a colheita e pode afetar volume e qualidade da safra. Por outro lado, a defasagem anual das exportações norte-americanas e a incerteza nas relações comerciais entre Estados Unidos e China limitam ganhos mais expressivos. No Paraná, os preços giram em R$ 120,32 no interior e R$ 126,77 em Paranaguá.
O milho opera em leve alta na CBOT, com o março/26 a US$ 435,50. A possibilidade de mais estados norte-americanos autorizarem a venda anual de E-15 e os atrasos no plantio da safrinha no Brasil contribuem para a sustentação. Também pesa o avanço do petróleo em meio a tensões internacionais. Na B3, os contratos apresentam oscilações mistas, enquanto o físico está em R$ 69,28.